quarta-feira, 6 de março de 2019

ANDANDO PELAS ESTRADAS DA ÍNDIA


Andando novamente pelas estradas da Índia. A pessoa encarregada dos transportes aqui, arranjou-nos um carro para seguirmos até Chenai, via Tiruvanamalai. Saímos às 4 da tarde, porque o sol nesta hora é menos intenso. Mais um olhar para o Golfo de Bengala, as ondas serenas, os coqueiros balançando ao vento.

A despedida é mais um agradecimento pela oportunidade de vivenciar esta experiência.

 Enquanto o carro roda, vamos anotando as cenas, gente em quantidade nas ruas, homens de panos brancos enrolados nas pernas, mulheres de saris e flores nos cabelos.

São 4 horas e as aulas devem estar acabando. Nas ruas, rickshaws pedalam carregando crianças, de volta à casa.

Novamente os campos de arroz, muito verdes, com pequenos vilarejos onde o mercado é sempre à beira da estrada. Paramos para comprar frutas. Não sabemos que tipo de comida vamos encontrar pela frente...

O espetáculo do poente nos faz parar o carro novamente para tirar fotos. No alto do morro, o palácio do Marajá Krishnague, famoso num passado de 200 anos, hoje transformado em museu.

Não sei como estes marajás faziam para escalar a montanha. Só poderia ser no lombo de elefantes, com aquelas padiolas enfeitadas de espelhinhos, arabescos e pedrarias...
Neste momento fico pensando porque o Collor de Melo escolheu a palavra “Marajá” como exemplo de riqueza.

Aqui, nem todos os marajás eram ricos, mas todos tinham apego ao poder. Trabalhavam para aumentar as riquezas nas artes, hoje um espetáculo fascinante para o turista. Existem palácios maravilhosos, deslumbrantes na arquitetura e decoração. 
(Trecho de diário de viagem, 1990)

*Fotos da internet

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